A inadimplência segue em alta em todo o território nacional. Conforme levantamento realizado pela Serasa, 57 milhões de brasileiros estão endividados sem ter noção do ocorrido. Desse total, 19 milhões estão negativados, com seus nomes inscritos nos cadastros de inadimplência. Em muitos casos, a companhia afirma que a questão é negligenciada e descoberta tardiamente.

Com a demanda de endividados em ascensão no país, o seguro prestamista surge como uma ferramenta importante para proteger o consumidor. É uma modalidade na qual proporciona segurança financeira tanto para o devedor quanto para a instituição financeira, mitigando perdas e mantendo a estabilidade. Analisar as condições da apólice é fundamental, como a cobertura, a carência e as exclusões, para garantir que ela atenda às necessidades específicas do indivíduo.

O seguro prestamista oferece cobertura para situações como desemprego, invalidez ou morte, garantindo o pagamento das dívidas em caso de imprevistos. Essa proteção é relevante dado o cenário de instabilidade econômica, onde o risco de inadimplência aumenta. 

Luiz Sampaio, cofundador da Stoa, explica como o seguro pode ser uma alternativa na qual elimina a preocupação com uma dívida que pode ser eliminada do orçamento. “O seguro prestamista surge como uma solução eficaz, cujo objetivo é quitar as dívidas do titular em caso de incapacidade permanente ou falecimento. Isso proporciona uma camada de segurança financeira para os familiares, evitando que herdem as dívidas”.

Existem coberturas adicionais que podem ser inseridas, como em casos dos trabalhadores em regime CLT, em caso de perda da renda devido ao desemprego involuntário, ou incapacidade física total, destinada aos profissionais liberais. Nesses casos, a seguradora pode arcar com as mensalidades da dívida por um período que varia de seis a 18 meses, conforme o contrato.

O seguro prestamista é obrigatório somente para financiamentos imobiliários. Nos demais tipos de crédito, essa proteção é opcional, como em consórcios, empréstimos bancários e financiamentos de veículos. Para adquirir esse seguro, o executivo orienta: “É recomendado que os interessados consultem um corretor de seguros para avaliar as melhores opções disponíveis que se adéquem às suas necessidades”, concluiu.

Fonte: CQCS